Testes concluídos não significam, necessariamente, operação pronta.
 
Em projetos de Reforma Tributária, acompanhar o número de casos executados é importante. Mas esse indicador, sozinho, não responde à questão que realmente importa para o negócio: os fluxos críticos já funcionam corretamente de ponta a ponta?
 
Testar direito é mais importante do que testar muito. Acompanhe o carrossel e entenda como devem ser os testes de implantação da Reforma Tributária na sua operação e no seu ERP.


Teste concluído não é sinônimo de processo pronto

 

Calcular IBS e CBS ou autorizar uma Nota Fiscal comprova apenas uma etapa.

A jornada precisa produzir o resultado correto até a contabilização, o pagamento, o crédito e a apuração.

O teste deve começar onde a operação realmente começa. 

  • CRM,
  • e-commerce,
  • portal,
  • pedido manual 
  • sistema legado.

Testar diretamente no ERP pode esconder erros de origem, integração, default ou perda de informação.

O cenário feliz não representa a operação. Também precisam ser testados:

  • pedidos antigos faturados no novo regime;
  • bonificações e operações triangulares;
  • notas complementares e ajustes;
  • falhas, rejeições e contingências;
  • devoluções e cancelamentos.

O que um caso de teste robusto precisa conter:

  • evento e premissa de negócio
  • evidência e responsável pelo aceite
  • documento e contabilização esperados
  • cálculo esperado
  • dados e sistema de origem
  • impacto em crédito, pagamento e apuração

Quantidade não mede cobertura

 

Cem testes simples podem dar menos segurança do que dez jornadas críticas comprovadas de ponta a ponta. A cobertura deve ser medida por processos, riscos e valor financeiro, não apenas por número de casos executados. Go-live não é apenas uma data no cronograma. É um conjunto de condições comprovadas.

  • fluxos críticos aprovados;
  • defeitos classificados e tratados;
  • dados e integrações prontos;
  • cutover reconciliado;
  • contingência testada;
  • suporte e operação assistida estruturados.

A pergunta não é: “Quantos testes já executamos?”

A pergunta é: “Quais resultados do negócio já conseguimos provar?”